terça-feira, 4 de março de 2014

É só uma latinha, brother!

Volta para casa. O sinal abriu e os carros começam a passar, e eu espero a oportunidade de atravessar. Eis que passa um carrão, não me pergunte o nome pois sou uma péssima entendedora de carros, mas o fato é: era um carrão. A moça que está no assento do passageiro abre o vidro pra jogar algo que parecia um palito daqueles de churrasco. Resumindo: jogando lixo no meio da rua. Sorte (?) a dela não morar no RJ, onde esse ato resulta em multa. Sorte dela e azar o nosso. Aliás, quem se preocupa? Essa cena urbana é tão comum, que nem nos apavora, nem salta aos olhos. Mas essas cenas mexem muito comigo. Sempre fico indignada com quem faz isso. Quando vejo, costumo recolher a obra do mal-educado e jogar o lixo no lugar que é pra ser jogado, que coincidentemente tem o mesmo nome. Qual a dificuldade? Pode parecer papo de aula de ensino fundamental. "Gente, qual o lugar que devemos jogar o lixo?" e todos nós respondíamos: "No lixo, professora". Mas tem gente que cresce e esquece, ou melhor, finge que esquece, porque não é possível que não se saiba que isso é errado. Falei do carrão pra dizer que essa falta de consciência não atinge só gente dita, estereotipadamente, "sem educação". Mal-educado é você, que independente da renda, abre a janela do carro pra jogar lixo na rua. Mal-educado é você, que reclama da sujeira da cidade, que reclama das calçadas sujas, que exige coleta de lixo, mas que não é capaz de jogar uma latinha na lixeira. E ainda diz: é só uma latinha, brother! (Sim, já fui obrigada a ouvir isso). Ou que diz: só estou colaborando com o trabalho do gari. Se o pensamento fosse esse, cadê sua caridade pra ajudar o trabalho dos funerais? Muita gente precisa voltar pro ensino fundamental, responder a pergunta da professora, e principalmente, APLICAR.

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