Tem uma garota que sabe uma linda história. Simples e linda. Ela me apareceu deslumbrante em um sonho. Rostinho de criança pra combinar com sua inocência angelical. Cabelos naturais e ao vento pra combinar com sua simplicidade e espontaneidade, mas principalmente, seu contato próximo com a natureza. Contato que a fazia também zelar pelo ser humano. Eis uma coisa que ela gostava (e cuidava): de gente. Pois bem, ela me convidou a sentar ao seu lado, num campo florido e perfumado por todas aquelas rosas das mais diversas cores. Essas rosas me chamaram atenção. Eu comentei: Nossa, quantas rosas! E de todos as cores, que bela visão elas trazem, e que delicioso aroma! E ela me disse, docemente: é a respeito disso a história que vou te contar. De uma cidade de rosas. Mas que nem sempre foi assim.
"Era uma vez uma cidade onde todas as pessoas eram atarefadas e não tinham tempo umas para as outras. Não se cumprimentavam, não se preocupavam com ninguém além de si mesmos. Brigavam o tempo todo. No trânsito, nas filas, nos bares, e até dentro de suas casas. Eu me via perdida, tinha vontade de fazer uma mágica com todas aquelas pessoas e transformá-las em pessoas gentis e carinhosas, que ao invés de só brigar, se amassem e se ajudassem nas dificuldades. E eu resolvi que ia fazer essa mágica. Como não tinha poderes mágicos, consegui milhões de sementes de rosas e comecei a plantar na cidade. Criei vários canteiros. Em cada um, coloquei uma placa e escrevi: "Rosas em promoção. Pode escolher qualquer uma, mas o preço é dar para alguém desconhecido com o seu melhor sorriso"
As pessoas começaram a dar rosas uns aos outros. Esse pequeno ato foi distribuindo alegria. As vezes tudo que alguém precisava era de um ato gentil, de um abraço. Minha cidade entrou em epidemia: epidemia de amor, gentileza e alegria. Agora virou lei, não imposta pela justiça, mas pelo coração de nossos moradores. A gente sempre escuta e diz essa frase: Já deu sua rosa hoje?"
Quando a doce garota terminou sua história, fiquei um pouco sem ação, confesso que achei a história muito "conto de fadas", e ela me disse: Pegue uma rosa. Dê a alguém. Peguei uma rosa azul, da cor dos olhos daquela menina. Me desarmei, e pensei: as melhores coisas são simples, as melhores histórias são simples. Ninguém precisa de grandes histórias, grandes ações, grandes demonstrações. As pequenas coisas são as mais lindas. Entreguei a rosa azul e disse: Obrigada pela sua história. Obrigada pelas suas rosas.
Ia voltando para casa quando ela me cutucou. Me virei e escutei: Tome esta rosa para você. Seja feliz, faça as pessoas felizes.
Então eu acordei. Percebi que essas rosas são um símbolo. Essas rosas são os pequenos atos de amor, que podem existir de várias formas, assim como existiam várias cores da flor. E criei minha lei: Já deu sua rosa hoje?
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