Desde sempre ouvimos de gente bem sucedida, de conselhos dos professores, de aviso dos nossos pais e familiares: Nunca deixem de sonhar, acreditem em seus sonhos!
Pode ser que de tanto falarem, pareça clichê, frase batida e já velha.
Mas clichês são frases tão verdadeiras, que tornam-se clichês justamente por serem muito repetidas, e são repetidas por causa da grande verdade que trazem em si.
Quando penso em sonhos, não penso apenas em coisas grandiosas, que às vezes parecem mirabolantes ou impossíveis de acontecer. Esses também. Mas sonhos aparentemente pequenos, metas supostamente simples, aqueles pequenos objetivos que traçamos passo a passo, como se fossem pequenos degrauzinhos de uma grande escadaria que queremos subir.
E cada degrau desse que conseguimos subir é uma vitória, uma felicidade, uma satisfação, que nos faz crer em nosso potencial, abre nossos olhos para atentarmos que sim, podemos conseguir.
Mas não sonhar acordado, esperando que caia do céu. Temos que fazer nossa parte. Parece que quando queremos muito, lutamos com nossa alma, o Universo conspira a nosso favor e se encarrega de ajudar nos últimos detalhes. É uma espécie de promessa íntima: vou lutar por essa meta, e se conseguir, vou dar o meu máximo e fazer o bem, porque sempre podemos fazer o bem independente de onde estivermos, com quem estamos. É a contribuição ao mundo que estamos dando, e ele, retribuindo, nos ajuda subir a escada dos nossos sonhos.
Dias e ideias de uma estudante de jornalismo que é apaixonada pela vida, pela família, por livros e filmes, por espiritualidade e pelo amor. Coisas diversas e aleatórias fazem meus dias, os dias de Thamiris.
terça-feira, 25 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
Ser Como Criança
Crianças, em sua grande maioria, são incríveis. Não é a toa que em uma das passagens de Jesus, ele nos diz que para entrarmos no Reino dos Céus, devemos ser como crianças.
Observe bem: uma criança fica irritada com você, porque você não deu aquele doce antes da hora do almoço que ela tanto queria. Briga, grita, te chama de feio e chato. Cinco minutos depois, ela nem lembra mais da "raiva" que sentia, está brincando alegremente, e até te abraçando, dizendo que te ama.
Para mim, essa é uma das coisas mais divinas e que devemos nos assemelhar em uma criança. A falta de rancor, de mágoa, de amargura, de ressentimento.
Mas viramos adultos, e perdemos grande parte dessa doçura, dessa falta de se importar tanto com coisas tão desnecessárias. Parece que o ego vai aumentando junto com a idade. Uma criança não tem vergonha ou "orgulho" de pedir perdão. Não sente necessidade de guardar raiva ou mágoa de alguém. Ela extravasa aquele momento, e pronto, passou! Já pensou se tentássemos ser assim? Nos importar menos com nosso orgulho, nosso egoísmo, nosso EU, que toda hora parece estar no Olimpo, precisando de atenção, de serviço, de menosprezo pelo próximo.
Fora que a raiva, por exemplo, faz muito mais mal para quem a tem.
Sejamos como crianças! Sejamos mais felizes!
Observe bem: uma criança fica irritada com você, porque você não deu aquele doce antes da hora do almoço que ela tanto queria. Briga, grita, te chama de feio e chato. Cinco minutos depois, ela nem lembra mais da "raiva" que sentia, está brincando alegremente, e até te abraçando, dizendo que te ama.
Para mim, essa é uma das coisas mais divinas e que devemos nos assemelhar em uma criança. A falta de rancor, de mágoa, de amargura, de ressentimento.
Mas viramos adultos, e perdemos grande parte dessa doçura, dessa falta de se importar tanto com coisas tão desnecessárias. Parece que o ego vai aumentando junto com a idade. Uma criança não tem vergonha ou "orgulho" de pedir perdão. Não sente necessidade de guardar raiva ou mágoa de alguém. Ela extravasa aquele momento, e pronto, passou! Já pensou se tentássemos ser assim? Nos importar menos com nosso orgulho, nosso egoísmo, nosso EU, que toda hora parece estar no Olimpo, precisando de atenção, de serviço, de menosprezo pelo próximo.
Fora que a raiva, por exemplo, faz muito mais mal para quem a tem.
Sejamos como crianças! Sejamos mais felizes!
quarta-feira, 12 de março de 2014
Crônica de uma Flamenguista
Coisas que todo flamenguista costuma ouvir por motivos de ser a maior torcida, e um time que, apesar de ter seus altos e baixos, nunca ter nesses baixos estar uma única vez na série B: esses torcedores só torcem Flamengo por causa da mídia, não sabem nem o nome dos jogadores blablabla...
Enfim, vou relatar um simples acontecimento recente. Um amigo corintiano falava mal dos flamenguistas. Me dizia: Vocês até podem ser a maior torcida, mas sabe, é uma torcida sem torcedores fiéis de verdade, que vibram mesmo pelo time, que sabem o que acontece no clube. E eu defendendo "meu" time, dizendo que eu, por exemplo, sou torcedora de berço, e não porque sentei e escolhi torcer esse time por ele ser o maior em número de torcedores. A conversa foi se estendendo, ele acusando e eu defendendo. Duvidava que eu soubesse os nomes dos jogadores, e eu dizendo todos. Duvidava que eu soubesse o placar dos jogos e os títulos, e eu dizendo todos.
Até que a conversa parou no ponto sobre a rodada do final de semana. E eu comentei: "O Mano Menezes (técnico do Corinthians) se estressou no último jogo, hein?" E ele me responde: "Ele ainda é técnico?" e completa: "Quanto foi o jogo? Quem fez os gols?" Eu respondi. Mas então, me toquei da situação e disse para ele: "Peraí, não era você que nesse instante estava dizendo que o Flamengo não tem torcedores fiéis, que sabem os placares dos jogos, a situação do time, e vem você, que se diz esse torcedor fiel, perguntar para uma flamenguista se o técnico do "seu" time ainda é técnico, quanto foi o jogo, e quem marcou gols? Por favor, me defina o que é torcedor fiel, acho que você tem a concepção errada".
domingo, 9 de março de 2014
Hoje o Céu Brilha mais Forte
Aos cinco anos de idade,
Ganhei uma nova mãe, uma nova família
Renovei a interna identidade,
o renascer de uma nova partilha.
Juntamente com esse novo lar, me senti um novo ser,
Ganhei uma nova fonte de amor,
E algo que nunca pude ter
Finalmente tive alguém para chamar de avô.
Wanderley era o seu nome,
Jornalista, poeta, escritor,
Pereira era seu sobrenome,
Palestrava a difusão do amor.
Grande educador do Espiritismo,
Tratava a todos docemente,
Espalhava a palavra de Jesus com dinamismo,
E a todos conquistava fortemente.
Simplicidade, sorrisos abundantes
Falatórios, caráter de um lutador
Solidariedade, risadas contagiantes
Vozeirão, um exemplo de amor.
Sua vida complicada,
Não foi motivo de derrota
E sim de uma constante caminhada,
Sempre crescente em sua rota.
Exemplo de vida, de superação
De pai, de filho, de amigo, de irmão
Tanto amor e afeição
Não couberam em tão humano coração.
Porém, a sua enfermidade,
Nunca foi motivo de revolta ou chateação,
Eis um espírito grandioso de verdade,
Que apesar da dor, sempre nos dava uma lição.
Lição de superação, de integridade
De como encarar a vida da forma mais bela.
Fez da sua realidade
Um ensinamento de paz e caridade.
O mundo daqui perde um grande homem,
Deixa saudades em uma multidão
Mas o céu alegre, ganha em sua lista um precioso nome
E brilha como nunca, com eterna gratidão.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Carpe Diem
Eis uma frase bombardeada em todo canto, mencionada por quase todos. Presente em metas de vida, em descrições de "quem sou eu", em conselhos, em produtos. O "aproveite o dia" ganhou tal forma e sentido nos dias de hoje, que a frase parece ter perdido seu encanto e sua real essência. Vários Carpe Diem estampados e falados por aí poderiam ser substituídos por: apronte todas hoje, como se fosse seu último dia de vida, faça o que tem vontade independente de prejudicar ou fazer mal ao próximo, seja intransigente, inconsequente, insensato. O que importa se eu passo a perna no meu amigo, se eu traio meu parceiro, se eu prefiro as diversões histéricas antes das minhas obrigações, se eu estou Carpe Diem?
Mas muitos esquecem, ou preferem omitir para si mesmos, que essa frase do poema de Horácio, quer dizer sim, aproveite seu dia, mas aproveite seu dia sem gastá-lo com coisas inúteis e sem sentido, por simples prazer imediato, sem pensar no futuro e suas consequências, sem pensar no outro, que assim como eu, tem sentimentos, necessidades, vontades e problemas. Todos devemos adotar o "Carpe Diem", mas no seu real intento, fazendo hoje o bem que eu posso fazer, ajudando o meu amigo, os meus familiares, aproveitando todas as oportunidades que eu tenho de ser melhor e contagiar as pessoas próximas com essa corrente de bons sentimentos. Pensando no amanhã, no outro, no todo.
Mas muitos esquecem, ou preferem omitir para si mesmos, que essa frase do poema de Horácio, quer dizer sim, aproveite seu dia, mas aproveite seu dia sem gastá-lo com coisas inúteis e sem sentido, por simples prazer imediato, sem pensar no futuro e suas consequências, sem pensar no outro, que assim como eu, tem sentimentos, necessidades, vontades e problemas. Todos devemos adotar o "Carpe Diem", mas no seu real intento, fazendo hoje o bem que eu posso fazer, ajudando o meu amigo, os meus familiares, aproveitando todas as oportunidades que eu tenho de ser melhor e contagiar as pessoas próximas com essa corrente de bons sentimentos. Pensando no amanhã, no outro, no todo.
quarta-feira, 5 de março de 2014
A Cidade das Rosas
Tem uma garota que sabe uma linda história. Simples e linda. Ela me apareceu deslumbrante em um sonho. Rostinho de criança pra combinar com sua inocência angelical. Cabelos naturais e ao vento pra combinar com sua simplicidade e espontaneidade, mas principalmente, seu contato próximo com a natureza. Contato que a fazia também zelar pelo ser humano. Eis uma coisa que ela gostava (e cuidava): de gente. Pois bem, ela me convidou a sentar ao seu lado, num campo florido e perfumado por todas aquelas rosas das mais diversas cores. Essas rosas me chamaram atenção. Eu comentei: Nossa, quantas rosas! E de todos as cores, que bela visão elas trazem, e que delicioso aroma! E ela me disse, docemente: é a respeito disso a história que vou te contar. De uma cidade de rosas. Mas que nem sempre foi assim.
"Era uma vez uma cidade onde todas as pessoas eram atarefadas e não tinham tempo umas para as outras. Não se cumprimentavam, não se preocupavam com ninguém além de si mesmos. Brigavam o tempo todo. No trânsito, nas filas, nos bares, e até dentro de suas casas. Eu me via perdida, tinha vontade de fazer uma mágica com todas aquelas pessoas e transformá-las em pessoas gentis e carinhosas, que ao invés de só brigar, se amassem e se ajudassem nas dificuldades. E eu resolvi que ia fazer essa mágica. Como não tinha poderes mágicos, consegui milhões de sementes de rosas e comecei a plantar na cidade. Criei vários canteiros. Em cada um, coloquei uma placa e escrevi: "Rosas em promoção. Pode escolher qualquer uma, mas o preço é dar para alguém desconhecido com o seu melhor sorriso"
As pessoas começaram a dar rosas uns aos outros. Esse pequeno ato foi distribuindo alegria. As vezes tudo que alguém precisava era de um ato gentil, de um abraço. Minha cidade entrou em epidemia: epidemia de amor, gentileza e alegria. Agora virou lei, não imposta pela justiça, mas pelo coração de nossos moradores. A gente sempre escuta e diz essa frase: Já deu sua rosa hoje?"
Quando a doce garota terminou sua história, fiquei um pouco sem ação, confesso que achei a história muito "conto de fadas", e ela me disse: Pegue uma rosa. Dê a alguém. Peguei uma rosa azul, da cor dos olhos daquela menina. Me desarmei, e pensei: as melhores coisas são simples, as melhores histórias são simples. Ninguém precisa de grandes histórias, grandes ações, grandes demonstrações. As pequenas coisas são as mais lindas. Entreguei a rosa azul e disse: Obrigada pela sua história. Obrigada pelas suas rosas.
Ia voltando para casa quando ela me cutucou. Me virei e escutei: Tome esta rosa para você. Seja feliz, faça as pessoas felizes.
Então eu acordei. Percebi que essas rosas são um símbolo. Essas rosas são os pequenos atos de amor, que podem existir de várias formas, assim como existiam várias cores da flor. E criei minha lei: Já deu sua rosa hoje?
"Era uma vez uma cidade onde todas as pessoas eram atarefadas e não tinham tempo umas para as outras. Não se cumprimentavam, não se preocupavam com ninguém além de si mesmos. Brigavam o tempo todo. No trânsito, nas filas, nos bares, e até dentro de suas casas. Eu me via perdida, tinha vontade de fazer uma mágica com todas aquelas pessoas e transformá-las em pessoas gentis e carinhosas, que ao invés de só brigar, se amassem e se ajudassem nas dificuldades. E eu resolvi que ia fazer essa mágica. Como não tinha poderes mágicos, consegui milhões de sementes de rosas e comecei a plantar na cidade. Criei vários canteiros. Em cada um, coloquei uma placa e escrevi: "Rosas em promoção. Pode escolher qualquer uma, mas o preço é dar para alguém desconhecido com o seu melhor sorriso"
As pessoas começaram a dar rosas uns aos outros. Esse pequeno ato foi distribuindo alegria. As vezes tudo que alguém precisava era de um ato gentil, de um abraço. Minha cidade entrou em epidemia: epidemia de amor, gentileza e alegria. Agora virou lei, não imposta pela justiça, mas pelo coração de nossos moradores. A gente sempre escuta e diz essa frase: Já deu sua rosa hoje?"
Quando a doce garota terminou sua história, fiquei um pouco sem ação, confesso que achei a história muito "conto de fadas", e ela me disse: Pegue uma rosa. Dê a alguém. Peguei uma rosa azul, da cor dos olhos daquela menina. Me desarmei, e pensei: as melhores coisas são simples, as melhores histórias são simples. Ninguém precisa de grandes histórias, grandes ações, grandes demonstrações. As pequenas coisas são as mais lindas. Entreguei a rosa azul e disse: Obrigada pela sua história. Obrigada pelas suas rosas.
Ia voltando para casa quando ela me cutucou. Me virei e escutei: Tome esta rosa para você. Seja feliz, faça as pessoas felizes.
Então eu acordei. Percebi que essas rosas são um símbolo. Essas rosas são os pequenos atos de amor, que podem existir de várias formas, assim como existiam várias cores da flor. E criei minha lei: Já deu sua rosa hoje?
terça-feira, 4 de março de 2014
É só uma latinha, brother!
Volta para casa. O sinal abriu e os carros começam a passar, e eu espero a oportunidade de atravessar. Eis que passa um carrão, não me pergunte o nome pois sou uma péssima entendedora de carros, mas o fato é: era um carrão. A moça que está no assento do passageiro abre o vidro pra jogar algo que parecia um palito daqueles de churrasco. Resumindo: jogando lixo no meio da rua. Sorte (?) a dela não morar no RJ, onde esse ato resulta em multa. Sorte dela e azar o nosso. Aliás, quem se preocupa? Essa cena urbana é tão comum, que nem nos apavora, nem salta aos olhos. Mas essas cenas mexem muito comigo. Sempre fico indignada com quem faz isso. Quando vejo, costumo recolher a obra do mal-educado e jogar o lixo no lugar que é pra ser jogado, que coincidentemente tem o mesmo nome. Qual a dificuldade? Pode parecer papo de aula de ensino fundamental. "Gente, qual o lugar que devemos jogar o lixo?" e todos nós respondíamos: "No lixo, professora". Mas tem gente que cresce e esquece, ou melhor, finge que esquece, porque não é possível que não se saiba que isso é errado. Falei do carrão pra dizer que essa falta de consciência não atinge só gente dita, estereotipadamente, "sem educação". Mal-educado é você, que independente da renda, abre a janela do carro pra jogar lixo na rua. Mal-educado é você, que reclama da sujeira da cidade, que reclama das calçadas sujas, que exige coleta de lixo, mas que não é capaz de jogar uma latinha na lixeira. E ainda diz: é só uma latinha, brother! (Sim, já fui obrigada a ouvir isso). Ou que diz: só estou colaborando com o trabalho do gari. Se o pensamento fosse esse, cadê sua caridade pra ajudar o trabalho dos funerais? Muita gente precisa voltar pro ensino fundamental, responder a pergunta da professora, e principalmente, APLICAR.
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