sábado, 24 de maio de 2014

Normal é amar

Acabo de ler uma notícia sobre uma psicóloga que teve seu registro cassado pelo Conselho Regional de Psicologia por oferecer cura gay aos seus clientes. Isso me levou a pensar mais uma vez sobre o mundo gay e o mundo das diversas opiniões. A primeira coisa é que eu realmente não compreendo porque tanta gente se incomoda tanto se o outro prefere homens, mulheres ou ambos. O que na verdade não me parece muito normal é quem se incomoda demais, critica de corpo e alma, agride e violenta pessoas que não se relacionam com o sexo oposto. Eu aprendi a compreender (não a concordar), com aquelas pessoas mais velhas, que viveram em outra época e realidade e que não aceitam. Eu não concordo, mas entendo o lado delas. Viveram em outra realidade, em outra era de pensamento que durou muito tempo, não é fácil mudar de pensamento e ideias tão rapidamente. Quem sabe muitos de nós, que não temos preconceito, teríamos se estivéssemos no lugar delas. Assim como talvez, daqui a alguns 60 anos, novas realidades surjam, e nós não abriremos nossas mentes para essas novas realidades. Então, também devemos respeitar o que o outro pensa, independente de concordarmos ou não. Aí está inserida a luta de tanto tempo pela liberdade de expressão e pensamento, defendida por Voltaire, de lutar até a morte pelo direito de dizer qualquer palavra, mesmo que não exista concordância.

Hoje em dia existe muito espaço para a liberdade sexual, e muitos também levaram essa liberdade para um outro extremo. A liberdade sexual é desculpa e pretexto para a devassidão, a orgia sem freio, o desrespeitar o outro enquanto pessoa e alma. Tudo embasado na liberdade sexual. Eu sou contra a perversidade, a falta de escrúpulos, a banalidade do amor e do sexo, em todas as pessoas, independente de com quem se relacionem. O que importa é o amor. E amor inclui respeito, e o não construir a felicidade em cima da infelicidade de um outro alguém.

Eu, particularmente, não me importo se alguém é gay, hétero, assexuado, ou seja lá o que for. O que sempre me importou é como o outro é por dentro. Seus valores, suas atitudes, seu modo de ver e levar a vida. Se tiver amor, respeito, felicidade pensando no próximo, aí estará a verdadeira importância.
O amor sempre será o senhor da vida, dos tempos, das pessoas e da verdadeira felicidade. Independente do lugar que vivo, da era que nasci, dos meus valores e de com quem me relaciono.




domingo, 11 de maio de 2014

Ou dia do amor...

Dias das mães e, é inevitável o assunto ser outro. Mãe. Em apenas três letras cabem tantas histórias, tantas definições, tantas experiências de vida, tantas versões e significados de muitas pessoas para essas mesmas três letras. Mãe pode ser a mãe biológica, pode ser uma irmã, uma tia, uma madrinha, pode ser uma ausência, uma falta, ou uma presença. Tem gente que só tem uma mãe, tem gente que tem várias, gente que tem nenhuma.

Mãe, teoricamente, é aquela que nos colocou no mundo, que nos carregou durante aproximadamente 9 meses na barriga, trocou nossas fraldas, aguentou nossos choros no meio da madrugada, nos deu o que comer, cuidou de nós em todos os aspectos.
Mas mãe não é eterna (falando no sentido material), em vários aspectos. Ela pode ir embora deste mundo, ou de alguma forma ir embora da sua vida, ou não fazer parte dela.
Daí surge a prática, que muitas vezes substitui a teoria. Aquele cargo que talvez tenha ficado vago, tem muita chance de ser substituído, de ganhar um(a) novo(a) ocupante.
Isso porque mãe não é apenas o título, o nome, mas um significado, uma função, tem um valor e agrega sentimentos que outras pessoas podem fazer também, na falta da "primeira mãe".

Existem as mães adotivas, as madrastas, as irmãs, as tias, as avós, os pais, os irmãos, os amigos, as possibilidades são muitas. É aquela pessoa que tem um sentimento de proteção por você, que faz de tudo pra te ver feliz, apesar de todos os defeitos que ela e você tem. Cometendo erros e acertos. Mas o amor está lá, sempre em primeiro lugar. Não importa quem seja, importa quem faz e como faz.
Não tem nada melhor que uma pessoa que fica sempre do teu lado, que mesmo que você cometa o maior erro do mundo, é essa pessoa que não vai te virar as costas, mesmo que fique magoada com você. É novamente o amor em primeiro lugar. Mãe é isso. Mãe é amor. Feliz Dia das Mães. Feliz Dia do Amor.


sábado, 3 de maio de 2014

Sobre a feiura de julgar e a elegância de ser gentil

Uma das piores coisas me parece ser o ato de  julgar (ato de julgar a que me refiro aqui é o ter um pré-conceito sobre os outros a partir das aparências, pois o ato de julgar em si é bom, nos orienta para o que é certo e errado e pode trazer diversos avanços à humanidade). Um ato que a gente realiza com a maior naturalidade, quem vem enraizado no nosso ser. Somos humanos com percepções, ideias, sentimentos, sensações. Logo, tudo que vemos e sentimos passam pelo crivo das nossas observações, e juntamente com nossas crenças, com nossa educação e visão de mundo, formam uma resposta rápida e instintiva sobre os outros, sobre as coisas, sobre os acontecimentos. Respostas que variam fortemente de uma pessoa para outra.

Mas esse julgar deve passar antes de tudo pelo crivo da consciência. Peguemos como exemplo uma pessoa que você não vai com a cara, sem na realidade a conhecer de verdade. Sabe aquela cara feia que ela faz pra Deus e o mundo? Pode ser que ela tenha perdido uma pessoa, uma oportunidade, que esteja passando por crises financeiras ou pessoais, que tenha fracassado num plano recente. E você, sem saber de nada disso (não que tivesse a obrigação), a julga erroneamente, rotulando de antipática, desgostosa da vida.
Sabe aquele carro que passa voando no trânsito e quase bate no teu? Pode ser que dentro daquele carro tenha uma pessoa agonizante, ou uma criança passando muito mal e precisando urgentemente ir para a emergência hospitalar.  E você, sem saber de nada disso (não que tivesse a obrigação), julga erroneamente, xingando e fazendo gestos obscenos. Sabe aquele cara que entrou na vida de uma amiga sua agora, e apesar de ela estar muito feliz com ele, você não apóia a felicidade dela por achar que ele é de um jeito que na verdade você nem sabe se é? Porque afinal você nunca sentou pra conversar com ele, saber a história de vida dele. Ao invés de apoiar a felicidade de uma pessoa querida, você julga e atrapalha, plantando a discórdia e o desânimo.

Claro que nem sempre há um grande propósito ou justificativa, mas isso é pra mostrar que nós nunca sabemos o que acontece no mundo daquela pessoa que você julga sem mais nem menos, e cria uma imagem fixa, as vezes até repassando essa imagem errônea para os outros.
Temos que conhecer para julgar, e mesmo assim o julgamento aí não deve ser absoluto, porque apesar de sabermos quase tudo de uma pessoa, cada um sente e reage de uma forma diferente.  A gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros. Ao invés de julgar, dê um bom dia para aquela pessoa de cara feia, dê passagem para o carro que passa em disparada, diga à sua amiga que está feliz pela felicidade dela. Você também está exposto a julgamentos e geralmente é julgado na mesma proporção em que julga. Acredito que temos que ser gentis com todos. Independente da forma como essa gentileza será recebida. A sua consciência estará tranquila, a sua parte estará feita, a sua contribuição ao mundo estará dada.