domingo, 21 de dezembro de 2014

Morrer de amor? De jeito nenhum! Amor não é morte. É vida

Sempre lemos lindas e arrebatadoras frases de amor que parecem grandes provas do maior sentimento, mas no fundo, se assemelham mais com sentenças de morte. "Não respiro sem você". "Sem você não sei viver". "Sem você, não sou nada". "Sou totalmente dependente do seu amor, você é minha vida"... e por aí vai. Eu sempre penso: será que isso é mesmo amor?
E não, não sou antirromântica. O amor é a coisa mais linda do mundo, e acho muitas vezes fofo o que chamam de "breguices românticas" e choro em filmes do gênero...

Mas sempre pensei no amor de uma forma diferente. Por isso também fico triste quando vejo conselhos e desabafos por aí dizendo que o amor não presta, que não vale o esforço, que só machuca. Será que essa culpa toda é mesmo do amor? Ou de nossas imperfeições, erros, egoísmos e orgulhos?
O amor é um único sentimento. Então não faz sentido ele ser incrível para uns e um terror para outros. O que muda não é o sentimento. Amor será sempre amor. E todos nós, no fundo, mesmo que inconscientemente, sabemos o que é, e que vale muito a pena. O que muda de uma relação para outra é a forma de cada um lidar, de cada um enxergar e proceder.

Se me perguntassem o que é amor, eu não saberia explicar. Mas acredito que independente da forma que é manifesto, seja amor de um casal, de um pai pra filho, de um amigo para outro, será um sentimento de querer-bem-e-acima-de-qualquer-coisa ao outro. É ficar feliz em fazer feliz, em ver feliz.

Mas, voltando às declarações de amor "quase morte" que falei no começo, penso que o amor não causa essa dependência. Senão, não seria um sentimento perfeito. E ele é. Mas, um amor que existe antes de qualquer outro, é o amor próprio. Não aquele que muitos parecem confundir com egoísmo e narcisismo, como se seu querer fosse a coisa mais importante do mundo, e os outros que se virem, que se lasquem, porque você está satisfazendo seus próprios desejos. Não é passar por cima dos outros e das coisas alheias. É um amor próprio sinônimo de autoconhecimento. De tentar conhecer, o máximo possível, seus defeitos e suas qualidades, o que faz e o que não faz bem a você, as situações que te levam pra frente ou que te atrasam, as companhias que vão lhe impulsionar e as que vão lhe atrasar. E se amar, independente do saldo de tudo isso. Querer seu bem e se completar.

Esse é o ponto: se completar. Estar bem mesmo se estiver sozinho. Claro que ninguém é feliz na solidão, já diz a canção que "é impossível ser feliz sozinho". Mas, quando esse amor por si mesmo existe, está ali dentro de nós, nos acompanhando, as relações mudam. Aquela dependência extrema não existe. O outro não te sustenta, te complementa. Te acrescenta, não supre. A relação é muito mais saudável. Se por algum motivo a relação é rompida, há o sofrimento (óbvio!), a falta, a saudade. Mas não é o fim! Você sempre tem você. E o tempo, ah... esse é soberano! Nada como o tempo: curador, renovador, rei! O amor não mata, constrói!

Pra finalizar, uma frase do maravilhoso Oscar Wilde resume tudo: "Amar a si próprio é início de um romance para toda a vida". E ainda diria mais: é para além da vida.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É válido mudar por alguém?


Todo dia é diferente do outro. Uns amanhecem ensolarados, outros mais chuvosos. Mesmo um dia chuvoso não é igual a outro chuvoso. Uma folha diferente cai, um vento mais forte sopra ou deixa de soprar. Mesmo que, hipoteticamente, um dia possa ser climaticamente igual ao outro, a gente sempre observa e sente diferente. Porque hoje eu sou diferente do que fui ontem. Todo dia é diferente, todo dia a gente muda. Milimetricamente. Pode ser o humor, o sentimento, a vibe, a preocupação, a falta dela. "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia", já cantava Lulu Santos.

Mas a gente também muda, e muito. Não essa simples mudança de humor, de um dia estar alegre, e no outro triste, com preguiça ou com empolgação. Digo a nossa essência. O nosso jeito, repleto de defeitos e qualidades, que se nem nós mesmos costumamos conhecer e dimensionar, imagine, então, os outros.

Quando se pensa como se era há dois, três anos atrás, a gente nota. Uma reação à uma situação que hoje faríamos diferente. Se pra pior ou melhor, tanto faz, mas faríamos muita coisa diferente. Por vezes dá até aquela vergonha no íntimo: como eu pude agir assim? Ah, se fosse hoje...
Um fato que se constata é que essa mudança costuma acontecer por causa de situações adversas que nos fazem repensar, ou até mudar automaticamente, como se a mente e o corpo dissessem: Assim não dá mais. Mas é um acordo entre você e o maior conhecedor de você mesmo: você mesmo.

Eis o ponto que quero chegar: vale a pena mudar por causa de alguém? Ou, ainda: é possível mudar, REALMENTE, por causa de alguém? Me refiro a situações como um namorado que te diz: se você não mudar esse seu ciúme, acaba tudo. Sua mãe quando diz: se você não parar de chegar tarde das festas, não mora mais aqui. Seu irmão que te ameaça: se você não for mais compreensiva comigo, não te dou carona pra faculdade. Me parece que essas mudanças "emergenciais", quase que chantagens, não são reais. Se acontece de você "mudar", na verdade, não passa de uma máscara temporária. O namoro acaba, mas eis que no novo namoro o ciúme ainda prejudica. Você vai morar com os seus avós, e com um certo tempo, já está chegando sempre tarde em casa. Você ganha as suas caronas, mas mês que vem já as perde de novo pela insistente falta de compreensão.

A mudança, aquela real, acontece por você e com você. Porque VOCÊ percebe que assim não dá. Que quer viver melhor consigo mesmo e com os outros. Quer relações mais leves, mais fluidas, mais gostosas de se sentir. Não é pura birra de algumas pessoas que dizem: 'Sou assim e não mudo por ninguém. Quem quiser que me aguente. Os incomodados que se retirem'. E acredite, eles se retiram, mais cedo ou mais tarde. Não só as pessoas, mas sentimentos bons, momentos especiais. Falo dessa mudança que não acontece do dia para a noite e nem por ninguém. O outro pode te impulsionar, te inspirar, te mostrar o quanto vale a pena investir nisso. Mas sempre foi e sempre será entre você e seu maior confidente, que tanto te quer bem: você!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ser Grato de Verdade

Amanheceu. Você planejou desde semana passada que hoje ia ser um dia na praia, mas, choveu! Você pode ficar com raiva da vida, de tudo, de todos, ou ser grato de verdade e agradecer por ter esse par de olhos que te fizeram ver que hoje fez chuva, ao invés de sol.

Está na hora de pegar aquele ônibus lotado, e quando você consegue finalmente sentar em um assento, a pessoa do lado não para de falar alto ao telefone, despejando todos seus problemas de vida. Você pode ficar com raiva da vida, raiva daquela pessoa extremamente mal-educada que não tem o mínimo senso de convivência em ônibus lotados, ou ser grato de verdade por ter condições de entrar em um transporte coletivo, ter pernas para sentar nesse assento e audição para ouvir em alto e bom som todos aqueles problemas.

Mais um dia cansativo de trabalho se passou, e você chega em casa acabado, sem energias, sem forças, extremamente explorado por todos esses políticos corruptos que te fazem pagar altos impostos e te fazem trabalhar incansavelmente, ou ser grato de verdade por ter um trabalho, uma energia para ser gasta, uma força para ser exaurida, um lugar para voltar ao final do expediente.

Você acabou de ver mais uma edição do Jornal e ficou muito indignado de todo dia ter que assistir apenas notícias ruins, de viver neste mundo perdido pela maldade e falta de escrúpulos, ou ser grato de verdade por saber que o mundo precisa melhorar e que você é um ser perfeito com condições de começar essa mudança dentro de você, dentro da sua casa, do seu trabalho, e irradiar essa transformação.

Ser grato de verdade não é só agradecer por tudo que nos aparece de forma positiva, fácil de ser agradecido e amado. É fácil ser grato por uma mãe que está sempre ao seu lado, te dando apoio em todas as situações. É fácil ser grato por mais um dia de sol que como prometido, amanheceu para ser curtido na praia. Ser grato de verdade, é buscar o lado bom das coisas que se apresentam como aparentemente ruins, adversas, irritantes. Ser grato de verdade é ter a mente aberta para perceber que tudo que acontece em nossas vidas, sejam acontecimentos com roupagens boas ou ruins, são colocados em nosso caminho para que possamos aprender, evoluir, e sermos gratos de verdade!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pelo direito de curtir a vida de uma forma diferente

Tenho certeza que, pelo menos uma vez, você já se deparou com um conselho ou uma frase por aí que dizia: A vida é curta! Temos que curtir a vida. Vá viver, curtir! 
Mas o que seria "curtir" a vida? Posso estar errada, mas as definições que me apareceram foram limitadas a: ir para todas as festas possíveis, beijar o máximo de pessoas que você puder, extravasar toda a juventude e as loucuras que ela pode proporcionar. Se você é jovem, e não faz nenhuma dessas coisas, você é, além de careta e estranho, uma pessoa que não está curtindo a vida. A única exceção "perdoável" seria se você namorasse. Afinal, hoje em dia, namoro parece mais um casamento. A maioria dos casais "ficam" durante muito tempo, o pedido de namoro é adiado o máximo possível, quase como um casamento. Uma decisão muito bem planejada, quase irreparável. Muitos casais "ficam" durante muito tempo, trocam intimidades, compartilham seus momentos e sentimentos, constroem coisas juntos, e nunca chegam a namorar. Não que o título pressuponha o valor de uma relação, mas me refiro ao fato de o namoro e seu sentido parecerem perdidos e raros.

Pois bem, então curtir a vida seria isso? Eu, cá comigo, penso um pouco diferente. Curtir, em um de seu significados, é desfrutar de algo com prazer. Mas prazer é relativo. É pessoal, subjetivo. O que me dá prazer, pode ser diferente do que dá prazer ao meu amigo. Existem várias formas e tipos. Então porque uma pessoa é vista como estranha e antissocial, se o tipo de prazer que ela prefere não se "encaixa" nos padrões ditos modernos?
Alguém que alcança prazer ao ler, assistir filmes, estar em casa com familiares, fazer coleção de qualquer-coisa-que-ela-goste, preparar pratos deliciosos, está, do seu jeito, curtindo a vida. Está procurando nesses pequenos momentos, um bem-estar, diante de problemas, correria e trabalho que ocupam ou possam ocupar a maioria de seu dia. E vem alguém dizer a essa pessoa: Você é tão novo, vá curtir a vida!
Mal sabe que sim, ela está, talvez até mais que os outros.
E curtir a vida, ao contrário do que parecer sido colocado em nossas mentes, não se restringe aos anos de juventude. Por isso que intensificam tanto esse conselho, como se o aproveitar a vida só pudesse ser alcançado com êxito nas duas ou três primeiras décadas de vida. Mas cada idade tem seu prazer, seu aprendizado, seu curtir. Que não é mais intenso ou mais fraco de acordo com a idade. Será de acordo com o modo de cada um ver e aprender com a vida.
E respeitemos todos os modos de curtir a vida. E viva aqueles modos em que o amor está presente. Como princípio, meio e fim.

sábado, 7 de junho de 2014

Pelo direito de gritar "Gol" na Copa, sem me sentir culpada ou ser chamada de alienada

Não é fácil ver o nosso país , o país onde eu moro, com suas diversas mazelas, com toda a corrupção e mil problemas que todos nós sabemos quais são. Todos os dias, quando saio para trabalhar e estudar, saio com medo de ser assaltada e com pertences muito bem escondidos; e olhe lá! Só levo o que é realmente necessário. Tenho medo quando faço meu percurso a pé, medo de ser abordada por ladrões, como já fui algumas vezes, inclusive. Dói saber dos enormes problemas na educação, das escolas precárias, da falta de escolas, do ensino básico precário. Dói ver crianças e adultos nas ruas, sem um prato de comida e um colchão para descansar. Eu também SINTO o problema do Brasil, suas carências em muitos aspectos. Nós pagamos uma quantidade absurda de impostos todos os dias, dinheiro esse que nossos governantes deveriam aplicar naquilo que prometeram durante as campanhas eleitorais. Não sou filiada a nenhum partido ou corrente ideológica, critico um fato real independente de posição política: o governo é péssimo, as condições são penosas. O dinheiro público, quando investido, é pessimamente aplicado. Gastos exorbitantes, desvios de verba, prazos que são quase sempre utopia. 

Mas eis que uma Copa do Mundo será realizada no Brasil, com todas essas condições. Estádios construídos e reformados custando valores exorbitantes, por cima de grandes mazelas sociais que deveriam ser prioridade. Mas deveriam ser prioridade DESDE sempre, e não apenas porque vamos receber esse evento. Há dinheiro suficiente para fazer e mudar muita coisa, o problema é que isso não é feito. Mas toda essa crítica, todos esses protestos, não devem ser feitos contra a SELEÇÃO, contra o evento Copa do Mundo, que existe há muitos anos, mas contra o governo brasileiro, contra a má gestão, contra toda a sujeira cometida usando os cofres públicos, por cima de todas as necessidades sociais.

Eu não sou contra a Copa, sou contra tudo isso que falei. Por isso que eu digo, VAI TER COPA, e eu vou gritar gol quando o Brasil o fizer. Vou me vestir com as cores, vibrar, gritar, roer as unhas, ficar nervosa e eufórica, como sempre fiz, porque além de tudo, sempre gostei de futebol. Sou admiradora dos esportes. Desde pequena jogava futebol com amigos, passei a jogar no colégio, sempre torci pelo Flamengo. Futebol sempre mexeu comigo. Sempre tive essa paixão. Acompanhei as copas desde que me entendo por gente. Acordava até de madrugada naquela copa de 2002, no Japão, para não perder nenhum jogo. E eu tinha 8 anos. Lembro como se fosse hoje da felicidade de ver o Brasil Penta. Alegria de criança, literalmente. Esporte aliás, é um ótimo negócio: diminui a violência, tira crianças das ruas, promove diversos benefícios. Por isso, quando eu gritar gol, falar que Vai Ter Copa, entenda: não sou alienada, não sou cega para as milhares de deficiências presentes de forma bem clara no nosso país. Não vou protestar, vou estar em casa torcendo, e nas ruas trabalhando. Meu protesto vai ser na urna, e vou continuar reclamando e sofrendo com as péssimas condições da nossa nação. Mas vou torcer, e muito. Quero ver o Brasil hexa. Estou muito ansiosa, inclusive.

sábado, 24 de maio de 2014

Normal é amar

Acabo de ler uma notícia sobre uma psicóloga que teve seu registro cassado pelo Conselho Regional de Psicologia por oferecer cura gay aos seus clientes. Isso me levou a pensar mais uma vez sobre o mundo gay e o mundo das diversas opiniões. A primeira coisa é que eu realmente não compreendo porque tanta gente se incomoda tanto se o outro prefere homens, mulheres ou ambos. O que na verdade não me parece muito normal é quem se incomoda demais, critica de corpo e alma, agride e violenta pessoas que não se relacionam com o sexo oposto. Eu aprendi a compreender (não a concordar), com aquelas pessoas mais velhas, que viveram em outra época e realidade e que não aceitam. Eu não concordo, mas entendo o lado delas. Viveram em outra realidade, em outra era de pensamento que durou muito tempo, não é fácil mudar de pensamento e ideias tão rapidamente. Quem sabe muitos de nós, que não temos preconceito, teríamos se estivéssemos no lugar delas. Assim como talvez, daqui a alguns 60 anos, novas realidades surjam, e nós não abriremos nossas mentes para essas novas realidades. Então, também devemos respeitar o que o outro pensa, independente de concordarmos ou não. Aí está inserida a luta de tanto tempo pela liberdade de expressão e pensamento, defendida por Voltaire, de lutar até a morte pelo direito de dizer qualquer palavra, mesmo que não exista concordância.

Hoje em dia existe muito espaço para a liberdade sexual, e muitos também levaram essa liberdade para um outro extremo. A liberdade sexual é desculpa e pretexto para a devassidão, a orgia sem freio, o desrespeitar o outro enquanto pessoa e alma. Tudo embasado na liberdade sexual. Eu sou contra a perversidade, a falta de escrúpulos, a banalidade do amor e do sexo, em todas as pessoas, independente de com quem se relacionem. O que importa é o amor. E amor inclui respeito, e o não construir a felicidade em cima da infelicidade de um outro alguém.

Eu, particularmente, não me importo se alguém é gay, hétero, assexuado, ou seja lá o que for. O que sempre me importou é como o outro é por dentro. Seus valores, suas atitudes, seu modo de ver e levar a vida. Se tiver amor, respeito, felicidade pensando no próximo, aí estará a verdadeira importância.
O amor sempre será o senhor da vida, dos tempos, das pessoas e da verdadeira felicidade. Independente do lugar que vivo, da era que nasci, dos meus valores e de com quem me relaciono.




domingo, 11 de maio de 2014

Ou dia do amor...

Dias das mães e, é inevitável o assunto ser outro. Mãe. Em apenas três letras cabem tantas histórias, tantas definições, tantas experiências de vida, tantas versões e significados de muitas pessoas para essas mesmas três letras. Mãe pode ser a mãe biológica, pode ser uma irmã, uma tia, uma madrinha, pode ser uma ausência, uma falta, ou uma presença. Tem gente que só tem uma mãe, tem gente que tem várias, gente que tem nenhuma.

Mãe, teoricamente, é aquela que nos colocou no mundo, que nos carregou durante aproximadamente 9 meses na barriga, trocou nossas fraldas, aguentou nossos choros no meio da madrugada, nos deu o que comer, cuidou de nós em todos os aspectos.
Mas mãe não é eterna (falando no sentido material), em vários aspectos. Ela pode ir embora deste mundo, ou de alguma forma ir embora da sua vida, ou não fazer parte dela.
Daí surge a prática, que muitas vezes substitui a teoria. Aquele cargo que talvez tenha ficado vago, tem muita chance de ser substituído, de ganhar um(a) novo(a) ocupante.
Isso porque mãe não é apenas o título, o nome, mas um significado, uma função, tem um valor e agrega sentimentos que outras pessoas podem fazer também, na falta da "primeira mãe".

Existem as mães adotivas, as madrastas, as irmãs, as tias, as avós, os pais, os irmãos, os amigos, as possibilidades são muitas. É aquela pessoa que tem um sentimento de proteção por você, que faz de tudo pra te ver feliz, apesar de todos os defeitos que ela e você tem. Cometendo erros e acertos. Mas o amor está lá, sempre em primeiro lugar. Não importa quem seja, importa quem faz e como faz.
Não tem nada melhor que uma pessoa que fica sempre do teu lado, que mesmo que você cometa o maior erro do mundo, é essa pessoa que não vai te virar as costas, mesmo que fique magoada com você. É novamente o amor em primeiro lugar. Mãe é isso. Mãe é amor. Feliz Dia das Mães. Feliz Dia do Amor.


sábado, 3 de maio de 2014

Sobre a feiura de julgar e a elegância de ser gentil

Uma das piores coisas me parece ser o ato de  julgar (ato de julgar a que me refiro aqui é o ter um pré-conceito sobre os outros a partir das aparências, pois o ato de julgar em si é bom, nos orienta para o que é certo e errado e pode trazer diversos avanços à humanidade). Um ato que a gente realiza com a maior naturalidade, quem vem enraizado no nosso ser. Somos humanos com percepções, ideias, sentimentos, sensações. Logo, tudo que vemos e sentimos passam pelo crivo das nossas observações, e juntamente com nossas crenças, com nossa educação e visão de mundo, formam uma resposta rápida e instintiva sobre os outros, sobre as coisas, sobre os acontecimentos. Respostas que variam fortemente de uma pessoa para outra.

Mas esse julgar deve passar antes de tudo pelo crivo da consciência. Peguemos como exemplo uma pessoa que você não vai com a cara, sem na realidade a conhecer de verdade. Sabe aquela cara feia que ela faz pra Deus e o mundo? Pode ser que ela tenha perdido uma pessoa, uma oportunidade, que esteja passando por crises financeiras ou pessoais, que tenha fracassado num plano recente. E você, sem saber de nada disso (não que tivesse a obrigação), a julga erroneamente, rotulando de antipática, desgostosa da vida.
Sabe aquele carro que passa voando no trânsito e quase bate no teu? Pode ser que dentro daquele carro tenha uma pessoa agonizante, ou uma criança passando muito mal e precisando urgentemente ir para a emergência hospitalar.  E você, sem saber de nada disso (não que tivesse a obrigação), julga erroneamente, xingando e fazendo gestos obscenos. Sabe aquele cara que entrou na vida de uma amiga sua agora, e apesar de ela estar muito feliz com ele, você não apóia a felicidade dela por achar que ele é de um jeito que na verdade você nem sabe se é? Porque afinal você nunca sentou pra conversar com ele, saber a história de vida dele. Ao invés de apoiar a felicidade de uma pessoa querida, você julga e atrapalha, plantando a discórdia e o desânimo.

Claro que nem sempre há um grande propósito ou justificativa, mas isso é pra mostrar que nós nunca sabemos o que acontece no mundo daquela pessoa que você julga sem mais nem menos, e cria uma imagem fixa, as vezes até repassando essa imagem errônea para os outros.
Temos que conhecer para julgar, e mesmo assim o julgamento aí não deve ser absoluto, porque apesar de sabermos quase tudo de uma pessoa, cada um sente e reage de uma forma diferente.  A gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros. Ao invés de julgar, dê um bom dia para aquela pessoa de cara feia, dê passagem para o carro que passa em disparada, diga à sua amiga que está feliz pela felicidade dela. Você também está exposto a julgamentos e geralmente é julgado na mesma proporção em que julga. Acredito que temos que ser gentis com todos. Independente da forma como essa gentileza será recebida. A sua consciência estará tranquila, a sua parte estará feita, a sua contribuição ao mundo estará dada.

sábado, 26 de abril de 2014

A encantadora surpresa de sexta à noite

Ontem assisti o filme "Questão de Tempo" e fiquei encantada. Com uma sensação boa, leve, feliz, aconchegante. Um filme lindo e simples, que mostra a beleza das pequenas coisas de uma vida comum, como é a vida da maioria das pessoas. A vida em família, a vida no casamento, a correria no trabalho e as pequenas coisas que alegram nossa rotina. 
Mas não é uma simples comédia romântica ou uma pura história bobinha de amor. Nos apresenta uma forma diferente de viver e encarar nossos dias. Como torná-lo mais feliz, mais vivido. O protagonista começa a aprender esses pequenos detalhes que transformam tudo quando obtém o poder de voltar no tempo, de reviver situações de sua vida. A partir daí, em um certo ponto, ele passa a viver duas vezes o mesmo dia: a primeira vez, mostra como vivemos de modo automático, na ansiedade,  na correria, nos problemas, na cegueira para as coisas e as pessoas que estão a nossa volta; e a segunda vez, curtindo o lado bom desse mesmo dia, fazendo piada com os problemas, fazendo nosso amigo rir em situações difíceis, olhando os lugares lindos que passamos nesse frenesi louco, cumprimentando e sendo gentil com o caixa, e chegando em casa dizendo que foi "um dia realmente muito bom", ao invés de "um dia realmente cansativo e pesado".
O filme abre os olhos para esses pequenos detalhes que mudam tudo, e que não é utopia, ficção, ou besteirinha de filme de amor. É realmente uma verdade, ao alcance de todos nós. Um simples sorriso e um olhar diferenciado/positivo sobre os acontecimentos nos ajudam a enxergar o real valor da vida. Tudo muda quando a gente muda nosso modo de ver e agir. E não precisa ser através de atos grandiosos. Um sorriso, uma palavra de carinho, um ato de afeto com quem gostamos. Isso muda tudo. E não é autoajuda. É verdade.

P.S: A trilha sonora faz questão de aumentar o encanto. In Love (na minha opinião, a versão da música no filme com Jon Boden, Sam Sweeney e Ben Coleman ficou muito melhor que a versão original com a Ellie Goulding).



domingo, 20 de abril de 2014

No meu tempo de criança...

(Foto: Reprodução/loucodorgado)
Parece que fazem muitos anos, muitas décadas. Parece pelo fato da minha infância ter sido bem diferente da infância das crianças de hoje. É impressionante como em tão pouco tempo, tanta coisa mudou sem que a gente nem se desse conta. Só me dei conta dessa mudança toda vendo como as crianças hoje em dia se divertem, e comparando com a forma como eu me divertia. E como mudou!
Lembro nostalgicamente dos finais de tarde e noites no condomínio que morava. Era sagrado: cerca de vinte crianças dali se reuniam pra brincar de tudo que envolve correr, pular, se esconder, jogar bola, e se sujar. Sujar muito.  Pega-pega, esconde-esconde, joão-a-trepa, bandeirinha, futebol, vôlei, pique-esconde... Eram muitas. Como recompensa pelo nosso imenso esforço de se sujar e brincar de quase tudo, a festa era: dindin. Era uma alegria e uma bagunça sem tamanho. Juntávamos nossas moedas e comprávamos dos mais variados sabores, era o ápice da felicidade infantil.
Lembro com muito carinho dessas aventuras. Carinho e saudade.

Hoje a diversão é bem diferente. As crianças parecem não brincar tanto na rua, nos condomínios. Entra também a questão da segurança. Mas boa parte dessa alteração se deve às inovações tecnológicas cada vez maiores e mais acessíveis. E mais exigida e desejada pelos pequenos. Tablets, celulares, Xbox, nomes que eu até desconheço. Essa criançada de hoje sabe mexer em tudo, e cada vez mais cedo. Não sei até que ponto isso é ruim ou bom. Mas falo essencialmente da mudança grandiosa que aconteceu em tão pouco tempo. Minha infância me parece mais feliz que a de hoje, mas eu não vivenciei a que acontece agora.
O fato é: bateu aquela saudade de tomar cinco dindis de sabores diferentes depois de horas brincando com todos os amiguinhos. E suja de areia.

domingo, 13 de abril de 2014

Aos seus 288 anos

E apesar dos pesares, eu amo essa cidade...
(FOTO: REPRODUÇÃO/NOPATIO)
Fortaleza. Terra do sol. Terra do mar. Terra da violência. Terra da falta de estrutura.
São contrastes intensos, e sentimentos diferentes. Nasci, cresci , me criei e vivo até hoje nessa cidade. Confesso que já gostei mais, que tive orgulho de abrir a boca e dizer: Sou de Fortaleza, moro em Fortaleza, vivo onde você passa férias. Também não cheguei ao oposto, mas hoje tenho bem menos orgulho, ou abri meus olhos com o tempo. Mas o fato é que essa cidade nunca esteve tão mal. A palavra chave que estraga tudo é, principalmente, violência. Se você percorrer as ruas da cidade, interrogando as pessoas sobre o que elas mais detestam aqui, a grande e massiva maioria dirá: a violência. Ninguém sai de suas casas com sensação de segurança. É assalto, é homicídio, é latrocínio, é tudo que envolve violência. Mas também paro pra refletir um pouco: quem transformou tudo isso (não uma transformação radical, afinal sempre houve violência, mas não em índices tão alarmantes) não foi a cidade em si, mas nós, os moradores, e a gestão que não sabe ser eficiente. Não quero aqui entrar no âmbito político, de governo ou oposição, falo como uma cidadã comum que vê (impossível não ver) as carências imensas que Fortaleza sofre. O fato é, a cidade continuou linda como sempre foi, com seus belos pontos turísticos, seu céu, seu clima quente e meio louco de começo de ano, suas brisas e sua gente. Mas a ela foi acrescentada todos esses problemas em maior porcentagem. Imagino minha Fortaleza sem essa violência, sem seu sistema de saúde precário, sem sua falta de estrutura para receber uma chuva, dentre muitas outras coisas. Seria maravilhosamente perfeita, mas hoje ainda é utopia. Mas eu sou otimista, e sempre tento ver um lado bom. Essa cidade é, apesar de tudo, linda, cheia de gente linda também, linda especialmente por dentro, que amenizam um pouco essa tristeza de ver como ela está. E hoje, ela completa 288 anos. Apesar de tudo e por tudo, parabéns, Fortaleza!

sábado, 5 de abril de 2014

Meu querido Jornalismo...

Olá Jornalismo,
Escrevo essa carta como forma de agradecimento.
Na minha infância, eu não te conhecia bem, mas sempre gostei de te ver na TV, pelas vozes dos âncoras nos telejornais. Fui crescendo e esse meu gosto por você continuou, e aumentou cada vez mais. Uma paixão tomou conta de mim. Decidi que queria você para a minha vida, para andar ao meu lado, para me ajudar a conquistar meus sonhos. Passei a imaginar minha vida sempre contigo.
Com essa certeza, porém, por vezes pensei se queria mesmo você comigo, pensei em não ficar contigo, em te largar por, talvez, Filosofia, História ou Letras. Mas percebi que o que sentia por eles era apenas admiração, e que na verdade, minha grande paixão era você.
Sempre ouvi boatos que você por vezes poderia ser traiçoeiro, um pouco difícil de lidar, e que não traria felicidade financeira. Isso nunca foi uma barreira para o meu desejo, pois essas coisas, na verdade, são o que menos importam quando se está com quem gosta de verdade, não é?
Foi por isso que não desisti da minha decisão. O primeiro passo do nosso relacionamento foi em 2012, quando te encontrei na UFC. E finalmente começamos nossa história de amor. Ainda tivemos uma grande período de paixão, onde descobri suas qualidades, seus defeitos, e a forma de lidar com você. Como todo relacionamento, tivemos alguns momentos desagradáveis, mas foram muito poucos, e a paixão sempre falou mais forte. E como todo sentimento que muda, essa semana noivamos, na Tribuna do Ceará, do Sistema Jangadeiro, e a paixão antiga está se concretizando em amor. Estou muito feliz contigo. Tô curtindo nosso noivado, e já pensando no nosso casamento. Como será que vai ser, hein? E onde? Estou aguardando ansiosamente.
Um beijo enorme, meu querido!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Cidade Grande?

Túnel da Avenida Perimetral, em Fortaleza
(Foto: Tribuna do Ceará)
Que espécie de cidade dita cidade grande, tem (aparente) estrutura para receber uma Copa do Mundo, mas não tem estrutura para receber uma chuva? A minha, como muitas outras no Brasil.
Mas a minha cidade, essa é singular. Todo ano, inacreditavelmente, existe o período de chuva. Que surpresa! Até parece mesmo uma surpresa, porque todo ano é a mesma coisa. Chuva, e seus milhares de desastres causados pela falta de estrutura de uma cidade grande. Ruas viram rios, calçadas viram buracos, tetos de hospitais desabam ao lado de pacientes. Aí entra mais um aspecto: a estrutura dos hospitais. Hospitais com teto desabando, com goteiras em cima de pacientes, com baratas passeando pelo recinto. (Veja os vídeos no final da postagem). Enquanto isso acontece, as propagandas do governo mostram a saúde de qualidade que os cearenses têm o privilégio de ter. Segurança então, essa é imbatível. Afinal, ser a sétima cidade mais perigosa do mundo não é nada demais, e como afirmam nossas autoridades, são dados inventados, afinal, mal existem assaltos, homicídios, estupros, latrocínios, tráfico e roubos em nossa cidade. Quanta invenção!
Um detento custa sete vezes mais que um aluno no estado. Quanta contradição...
São essas e muitas outras coisas, coisas que revoltam muito, que me fazem refletir sobre até que ponto chegamos e onde vai dar tudo isso, que me fazem pensar: o que seria uma cidade grande? Porque se na teoria é uma coisa, na prática, é completamente outra.

terça-feira, 25 de março de 2014

Sonhar vale a pena. Mas não apenas sonhar.

Desde sempre ouvimos de gente bem sucedida, de conselhos dos professores, de aviso dos nossos pais e familiares: Nunca deixem de sonhar, acreditem em seus sonhos!
Pode ser que de tanto falarem, pareça clichê, frase batida e já velha.
Mas clichês são frases tão verdadeiras, que tornam-se clichês justamente por serem muito repetidas, e são repetidas por causa da grande verdade que trazem em si.
Quando penso em sonhos, não penso apenas em coisas grandiosas, que às vezes parecem mirabolantes ou impossíveis de acontecer. Esses também. Mas sonhos aparentemente pequenos, metas supostamente simples, aqueles pequenos objetivos que traçamos passo a passo, como se fossem pequenos degrauzinhos de uma grande escadaria que queremos subir.
E cada degrau desse que conseguimos subir é uma vitória, uma felicidade, uma satisfação, que nos faz crer em nosso potencial, abre nossos olhos para atentarmos que sim, podemos conseguir.
Mas não sonhar acordado, esperando que caia do céu. Temos que fazer nossa parte. Parece que quando queremos muito, lutamos com nossa alma, o Universo conspira a nosso favor e se encarrega de ajudar nos últimos detalhes. É uma espécie de promessa íntima: vou lutar por essa meta, e se conseguir, vou dar o meu máximo e fazer o bem, porque sempre podemos fazer o bem independente de onde estivermos, com quem estamos. É a contribuição ao mundo que estamos dando, e ele, retribuindo, nos ajuda subir a escada dos nossos sonhos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Ser Como Criança

Crianças, em sua grande maioria, são incríveis. Não é a toa que em uma das passagens de Jesus, ele nos diz que para entrarmos no Reino dos Céus, devemos ser como crianças.
Observe bem: uma criança fica irritada com você, porque você não deu aquele doce antes da hora do almoço que ela tanto queria. Briga, grita, te chama de feio e chato. Cinco minutos depois, ela nem lembra mais da "raiva" que sentia, está brincando alegremente, e até te abraçando, dizendo que te ama.
Para mim, essa é uma das coisas mais divinas e que devemos nos assemelhar em uma criança. A falta de rancor, de mágoa, de amargura, de ressentimento.
Mas viramos adultos, e perdemos grande parte dessa doçura, dessa falta de se importar tanto com coisas tão desnecessárias. Parece que o ego vai aumentando junto com a idade. Uma criança não tem vergonha ou "orgulho" de pedir perdão. Não sente necessidade de guardar raiva ou mágoa de alguém. Ela extravasa aquele momento, e pronto, passou! Já pensou se tentássemos ser assim? Nos importar menos com nosso orgulho, nosso egoísmo, nosso EU, que toda hora parece estar no Olimpo, precisando de atenção, de serviço, de menosprezo pelo próximo.
Fora que a raiva, por exemplo, faz muito mais mal para quem a tem.
Sejamos como crianças! Sejamos mais felizes!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Crônica de uma Flamenguista

Coisas que todo flamenguista costuma ouvir por motivos de ser a maior torcida, e um time que, apesar de ter seus altos e baixos, nunca ter nesses baixos estar uma única vez na série B: esses torcedores só torcem Flamengo por causa da mídia, não sabem nem o nome dos jogadores blablabla...

Enfim, vou relatar um simples acontecimento recente. Um amigo corintiano falava mal dos flamenguistas. Me dizia: Vocês até podem ser a maior torcida, mas sabe, é uma torcida sem torcedores fiéis de verdade, que vibram mesmo pelo time, que sabem o que acontece no clube. E eu defendendo "meu" time, dizendo que eu, por exemplo, sou torcedora de berço, e não porque sentei e escolhi torcer esse time por ele ser o maior em número de torcedores. A conversa foi se estendendo, ele acusando e eu defendendo. Duvidava que eu soubesse os nomes dos jogadores, e eu dizendo todos. Duvidava que eu soubesse o placar dos jogos e os títulos, e eu dizendo todos. 
Até que a conversa parou no ponto sobre a rodada do final de semana. E eu comentei: "O Mano Menezes (técnico do Corinthians) se estressou no último jogo, hein?" E ele me responde: "Ele ainda é técnico?" e completa: "Quanto foi o jogo? Quem fez os gols?" Eu respondi. Mas então, me toquei da situação e disse para ele: "Peraí, não era você que nesse instante estava dizendo que o Flamengo não tem torcedores fiéis, que sabem os placares dos jogos, a situação do time, e vem você, que se diz esse torcedor fiel, perguntar para uma flamenguista se o técnico do "seu" time ainda é técnico, quanto foi o jogo, e quem marcou gols? Por favor, me defina o que é torcedor fiel, acho que você tem a concepção errada".

domingo, 9 de março de 2014

Hoje o Céu Brilha mais Forte


Aos cinco anos de idade,
Ganhei uma nova mãe, uma nova família
Renovei a interna identidade,
o renascer de uma nova partilha.

Juntamente com esse novo lar, me senti um novo ser,
Ganhei uma nova fonte de amor,
E algo que nunca pude ter
Finalmente tive alguém para chamar de avô.

Wanderley era o seu nome,
Jornalista, poeta, escritor,
Pereira era seu sobrenome,
Palestrava a difusão do amor.

Grande educador do Espiritismo,
Tratava a todos docemente,
Espalhava a palavra de Jesus com dinamismo,
E a todos conquistava fortemente.

Simplicidade, sorrisos abundantes
Falatórios, caráter de um lutador
Solidariedade, risadas contagiantes
Vozeirão, um exemplo de amor.

Sua vida complicada,
Não foi motivo de derrota
E sim de uma constante caminhada,
Sempre crescente em sua rota.

Exemplo de vida, de superação
De pai, de filho, de amigo, de irmão
Tanto amor e afeição
Não couberam em tão humano coração.

Porém, a sua enfermidade,
Nunca foi motivo de revolta ou chateação,
Eis um espírito grandioso de verdade,
Que apesar da dor, sempre nos dava uma lição.

Lição de superação, de integridade
De como encarar a vida da forma mais bela.
Fez da sua realidade
Um ensinamento de paz e caridade.

O mundo daqui perde um grande homem,
Deixa saudades em uma multidão
Mas o céu alegre, ganha em sua lista um precioso nome
E brilha como nunca, com eterna gratidão.







sexta-feira, 7 de março de 2014

Carpe Diem

Eis uma frase bombardeada em todo canto, mencionada por quase todos. Presente em metas de vida, em descrições de "quem sou eu", em conselhos, em produtos. O "aproveite o dia" ganhou tal forma e sentido nos dias de hoje, que a frase parece ter perdido seu encanto e sua real essência. Vários Carpe Diem estampados e falados por aí poderiam ser substituídos por: apronte todas hoje, como se fosse seu último dia de vida, faça o que tem vontade independente de prejudicar ou fazer mal ao próximo, seja intransigente, inconsequente, insensato. O que importa se eu passo a perna no meu amigo, se eu traio meu parceiro, se eu prefiro as diversões histéricas antes das minhas obrigações, se eu estou Carpe Diem?
Mas muitos esquecem, ou preferem omitir para si mesmos, que essa frase do poema de Horácio, quer dizer sim, aproveite seu dia, mas aproveite seu dia sem gastá-lo com coisas inúteis e sem sentido, por simples prazer imediato, sem pensar no futuro e suas consequências, sem pensar no outro, que assim como eu, tem sentimentos, necessidades, vontades e problemas. Todos devemos adotar o "Carpe Diem", mas no seu real intento, fazendo hoje o bem que eu posso fazer, ajudando o meu amigo, os meus familiares, aproveitando todas as oportunidades que eu tenho de ser melhor e contagiar as pessoas próximas com essa corrente de bons sentimentos. Pensando no amanhã, no outro, no todo.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A Cidade das Rosas

Tem uma garota que sabe uma linda história. Simples e linda. Ela me apareceu deslumbrante em um sonho. Rostinho de criança pra combinar com sua inocência angelical. Cabelos naturais e ao vento pra combinar com sua simplicidade e espontaneidade, mas principalmente, seu contato próximo com a natureza. Contato que a fazia também zelar pelo ser humano. Eis uma coisa que ela gostava (e cuidava): de gente. Pois bem, ela me convidou a sentar ao seu lado, num campo florido e perfumado por todas aquelas rosas das mais diversas cores. Essas rosas me chamaram atenção. Eu comentei: Nossa, quantas rosas! E de todos as cores, que bela visão elas trazem, e que delicioso aroma! E ela me disse, docemente: é a respeito disso a história que vou te contar. De uma cidade de rosas. Mas que nem sempre foi assim.
"Era uma vez uma cidade onde todas as pessoas eram atarefadas e não tinham tempo umas para as outras. Não se cumprimentavam, não se preocupavam com ninguém além de si mesmos. Brigavam o tempo todo. No trânsito, nas filas, nos bares, e até dentro de suas casas. Eu me via perdida, tinha vontade de fazer uma mágica com todas aquelas pessoas e transformá-las em pessoas gentis e carinhosas, que ao invés de só brigar, se amassem e se ajudassem nas dificuldades. E eu resolvi que ia fazer essa mágica. Como não tinha poderes mágicos, consegui milhões de sementes de rosas e comecei a plantar na cidade. Criei vários canteiros. Em cada um, coloquei uma placa e escrevi: "Rosas em promoção. Pode escolher qualquer uma, mas o preço é dar para alguém desconhecido com o seu melhor sorriso"
As pessoas começaram a dar rosas uns aos outros. Esse pequeno ato foi distribuindo alegria. As vezes tudo que alguém precisava era de um ato gentil, de um abraço. Minha cidade entrou em epidemia: epidemia de amor, gentileza e alegria. Agora virou lei, não imposta pela justiça, mas pelo coração de nossos moradores. A gente sempre escuta e diz essa frase: Já deu sua rosa hoje?"
Quando a doce garota terminou sua história, fiquei um pouco sem ação, confesso que achei a história muito "conto de fadas", e  ela me disse: Pegue uma rosa. Dê a alguém. Peguei uma rosa azul, da cor dos olhos daquela menina. Me desarmei, e pensei: as melhores coisas são simples, as melhores histórias são simples. Ninguém precisa de grandes histórias, grandes ações, grandes demonstrações. As pequenas coisas são as mais lindas.  Entreguei a rosa azul e disse: Obrigada pela sua história. Obrigada pelas suas rosas.
Ia voltando para casa quando ela me cutucou. Me virei e escutei: Tome esta rosa para você. Seja feliz, faça as pessoas felizes.
Então eu acordei. Percebi que essas rosas são um símbolo. Essas rosas são os pequenos atos de amor, que podem existir de várias formas, assim como existiam várias cores da flor. E criei minha lei: Já deu sua rosa hoje?

terça-feira, 4 de março de 2014

É só uma latinha, brother!

Volta para casa. O sinal abriu e os carros começam a passar, e eu espero a oportunidade de atravessar. Eis que passa um carrão, não me pergunte o nome pois sou uma péssima entendedora de carros, mas o fato é: era um carrão. A moça que está no assento do passageiro abre o vidro pra jogar algo que parecia um palito daqueles de churrasco. Resumindo: jogando lixo no meio da rua. Sorte (?) a dela não morar no RJ, onde esse ato resulta em multa. Sorte dela e azar o nosso. Aliás, quem se preocupa? Essa cena urbana é tão comum, que nem nos apavora, nem salta aos olhos. Mas essas cenas mexem muito comigo. Sempre fico indignada com quem faz isso. Quando vejo, costumo recolher a obra do mal-educado e jogar o lixo no lugar que é pra ser jogado, que coincidentemente tem o mesmo nome. Qual a dificuldade? Pode parecer papo de aula de ensino fundamental. "Gente, qual o lugar que devemos jogar o lixo?" e todos nós respondíamos: "No lixo, professora". Mas tem gente que cresce e esquece, ou melhor, finge que esquece, porque não é possível que não se saiba que isso é errado. Falei do carrão pra dizer que essa falta de consciência não atinge só gente dita, estereotipadamente, "sem educação". Mal-educado é você, que independente da renda, abre a janela do carro pra jogar lixo na rua. Mal-educado é você, que reclama da sujeira da cidade, que reclama das calçadas sujas, que exige coleta de lixo, mas que não é capaz de jogar uma latinha na lixeira. E ainda diz: é só uma latinha, brother! (Sim, já fui obrigada a ouvir isso). Ou que diz: só estou colaborando com o trabalho do gari. Se o pensamento fosse esse, cadê sua caridade pra ajudar o trabalho dos funerais? Muita gente precisa voltar pro ensino fundamental, responder a pergunta da professora, e principalmente, APLICAR.